Pai é Condenado a 210 Anos de Prisão por Estuprar a Própria Filha em Itabira
Pena histórica em Minas Gerais foi aplicada após denúncia da mãe, que descobriu mensagens e mídias íntimas no celular da adolescente
O Poder Judiciário de Minas Gerais aplicou uma das maiores penas de sua história recente ao condenar um homem de 36 anos a 210 anos de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável e estupro continuado contra a própria filha. A decisão, proferida no município de Itabira, comoveu a região Central do estado devido à gravidade e reiteração das condutas.
Segundo o processo conduzido pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), os abusos começaram quando a vítima tinha apenas 13 anos de idade e se estenderam por aproximadamente três anos, ocorrendo no distrito de Ipoema. A investigação apontou que os crimes eram praticados dentro do próprio ambiente familiar, valendo-se de um contexto de extrema vulnerabilidade, manipulação psicológica e silêncio imposto sob graves ameaças de morte.
A farsa começou a desmoronar após a mãe da adolescente vasculhar o telefone celular da filha e interceptar mensagens de cunho suspeito enviadas pelo pai. O inquérito revelou que o agressor coagia a vítima a registrar e enviar fotos e vídeos íntimos. Diante das provas materiais colhidas pela Delegacia Especializada, a prisão preventiva foi efetuada.
A sentença condenatória validou a ocorrência de pelo menos 20 episódios de abusos sexuais ao longo dos anos. O veredito é classificado pelas autoridades jurídicas como a maior sanção penal já estipulada na comarca de Itabira. O réu, que já se encontra detido no sistema prisional, poderá recorrer da decisão judicial em instâncias superiores.




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