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São Gonçalo do Rio Abaixo,25/02/2026

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Minas Gerais vive surto de doenças respiratórias: uma morte a cada 4 horas e aumento de internações em BH

Baixa adesão à vacinação e queda nas temperaturas agravam quadro de emergência em saúde pública; hospitais ampliam leitos para atender a demanda crescente


Minas Gerais vive surto de doenças respiratórias: uma morte a cada 4 horas e aumento de internações em BH

Minas Gerais enfrenta um cenário crítico com o avanço das doenças respiratórias. Dados da Secretaria de Estado de Saúde apontam que, em média, uma pessoa morre a cada quatro horas por complicações da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Desde o início do ano até o último dia 13 de junho, foram contabilizadas 948 mortes em todo o estado.


O crescimento de casos tem refletido diretamente na rede hospitalar. Até o momento, Minas já soma quase 47 mil internações por infecções respiratórias em 2025. O alerta sobre a situação partiu da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que identificou alto risco de novos casos e incluiu Belo Horizonte entre as capitais com aumento contínuo de SRAG.


Na capital mineira, o número de internações por doenças respiratórias subiu 17% entre janeiro e a primeira quinzena de junho, se comparado ao mesmo período de 2024. Foram mais de 10.200 registros apenas neste ano. Desde janeiro, a cidade já contabilizou 257 mortes em decorrência de dificuldades respiratórias.


Segundo a subsecretária de Atenção à Saúde de BH, Raquel Felisardo, a rede pública costuma se preparar para o crescimento das doenças respiratórias nas estações mais frias, mas desta vez o volume de casos surpreendeu. “Nos últimos anos, o pico acontecia em março. Este ano, a alta começou em abril, quase dobrou em maio e segue em crescimento com a queda das temperaturas em junho”, explicou.


Para tentar conter a demanda, a prefeitura ampliou a capacidade hospitalar. Desde abril, foram abertos 53 novos leitos, sendo 10 de CTI adulto no Hospital Sofia Feldman e outros 43 pediátricos distribuídos entre o Odilon Behrens, o Hospital da Baleia e o Ciências Médicas. A espera por um leito adulto de internação pode chegar a 24 horas, enquanto para crianças, o tempo de espera tem sido menor.


Especialistas apontam que a baixa cobertura vacinal é uma das principais causas para o aumento dos casos graves. O infectologista Unaí Tupinambás alerta para os riscos, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. “A baixa adesão à vacinação deixa a população mais vulnerável. Muita gente não tomou a vacina contra a gripe, o que amplia as internações e os casos graves que acabam no CTI”, afirmou.


Atualmente, a cobertura vacinal em BH está em 74%, abaixo da meta de 90%. Para tentar ampliar o alcance, a Secretaria Municipal de Saúde tem realizado campanhas externas em locais de grande circulação como shoppings, parques e estações de metrô.


Casos como o de Maria Lopes da Rocha Rodrigues, de 69 anos, ilustram o drama vivido por muitas famílias. Moradora de Caeté, ela ficou 11 dias internada no CTI após uma gripe que evoluiu rapidamente. Segundo a filha, Amanda Rocha, houve demora para conseguir vaga, mesmo com plano de saúde. “Foram horas de angústia esperando por um leito de terapia intensiva. O susto foi grande, mas felizmente ela se recuperou”, contou.


Além da ampliação de leitos, a Prefeitura de Belo Horizonte também oferece atendimento online para casos de menor gravidade. O serviço de teleconsulta funciona de segunda a sexta, das 8h às 20h, e pode ser agendado pelo site da prefeitura.


Enquanto isso, autoridades de saúde reforçam a importância de medidas preventivas, como manter a vacinação em dia, adotar etiqueta respiratória, higienizar as mãos com frequência e evitar aglomerações, especialmente em locais fechados.




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