Esquema de furto de fios envolve terceirizados da Cemig e provoca apagões no Triângulo Mineiro
Operação da Polícia Civil prende cinco suspeitos, incluindo funcionários, ex-funcionário e dono de ferro-velho
Uma operação da Polícia Civil revelou um esquema criminoso envolvendo funcionários terceirizados da Cemig suspeitos de provocar apagões para furtar fios de cobre e lucrar com a venda ilegal do material. Cinco pessoas foram presas em Uberlândia e Araguari, no Triângulo Mineiro.
Entre os detidos estão três trabalhadores terceirizados da companhia, um ex-funcionário e um proprietário de ferro-velho, apontado como responsável por adquirir os cabos furtados. Segundo as investigações, iniciadas em 2025 após suspeitas levantadas pela própria empresa, o grupo atuava principalmente em redes de média tensão.
De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos interrompiam propositalmente o fornecimento de energia em propriedades rurais durante a noite para facilitar o furto dos fios. No dia seguinte, retornavam ao local para realizar supostos reparos e aproveitavam para retirar ainda mais material, gerando prejuízos duplicados.
Em uma das ações mais recentes, registrada na última terça-feira (24), cerca de 300 quilos de cobre foram vendidos por aproximadamente R$ 15 mil a um ferro-velho. Um dos suspeitos chegou a realizar a negociação utilizando uniforme da empresa.
As investigações apontam para a existência de uma organização criminosa estruturada, e a polícia segue em busca de outros envolvidos, incluindo possíveis receptadores.
Em nota, a Cemig informou que apoia as ações das forças de segurança e destacou que o furto de cabos representa risco à população, podendo causar acidentes graves e comprometer o fornecimento de energia. A empresa afirmou ainda que colabora com as autoridades e investe em medidas preventivas para combater esse tipo de crime.




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