MINAS GERAIS — Órgão federal recomenda pausas extras no trabalho devido à onda de calor
Empresas são orientadas a conceder intervalos adicionais para hidratação enquanto persistirem as altas temperaturas
Diante da intensa onda de calor que atinge Minas Gerais e outros estados do Sudeste, a Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), emitiu uma recomendação para que empregadores adotem medidas temporárias de proteção aos trabalhadores.
Em nota divulgada na sexta-feira (26), o órgão orienta que as empresas concedam, além dos intervalos habituais, pelo menos duas pausas extras de 10 minutos ao longo do expediente — uma no período da manhã e outra à tarde — destinadas à hidratação, sem prejuízo da jornada de trabalho.
A recomendação é válida para todos os setores, mas ganha especial importância para profissionais que atuam sob exposição direta ao sol, como trabalhadores da construção civil, do meio rural e de atividades externas em geral.
Segundo a Superintendência, a medida tem caráter preventivo e temporário, devendo ser adotada enquanto durar o período de calor extremo, especialmente durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro.
Cuidados redobrados com a saúde
Enquanto as altas temperaturas persistem, as autoridades reforçam orientações básicas à população, como manter a hidratação constante, evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, reduzir esforços físicos ao ar livre, utilizar chapéu e protetor solar, além de manter ambientes ventilados.
Alerta de calor extremo
O aviso ocorre em meio a um cenário preocupante em Minas Gerais. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), 719 dos 853 municípios do estado estão sob alerta de onda de calor, válido até a próxima segunda-feira (29).
O fenômeno é caracterizado quando as temperaturas permanecem pelo menos 5 °C acima da média climatológica por vários dias consecutivos. Em Belo Horizonte, a previsão indica máximas superiores a 33 °C nos próximos dias.
Entenda o fenômeno
A meteorologista Pâmela Ávila, do Inmet, explica que o calor intenso é provocado por um bloqueio atmosférico que atua nas camadas médias da atmosfera, a cerca de cinco mil metros de altitude. Esse sistema dificulta a formação de nuvens de chuva, aumentando a incidência de radiação solar e elevando as temperaturas, principalmente no período da tarde.
Segundo a especialista, uma nova avaliação será realizada no domingo (28) para verificar se o bloqueio atmosférico perderá força. Caso haja mudança no padrão, a expectativa é de retorno gradual das chuvas, o que pode ajudar a amenizar o calor nos próximos dias.




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